Terça-feira, Março 25, 2008

"Era Segredo"

Mentira!
Ninguém escreve pra ser segredo. Ninguém escreve
sem ter o objetivo
de ser lido.
Escreve-se para que os outros leiam
Escreve-se porque não se grita
Porque não se chora, porque não se espanca
Escreve-se porque não se mata

Escreve-se, principalmente, por querer que os outros leiam
E que alguém, dentre toda uma audiência anônima
Entenda, e diga
“Sim... é assim mesmo. Eu sei”
Se não se mostra
É por ter medo de que essa pessoa
A pessoa que vai entender
Não apareça
Não leia
Medo de que ninguém entenda
E acabe com a única esperança que ainda restava...
Por isso você vai me perdoar, mas eu leio
Eu mecho no que estava escondido
Porque eu quero entender...
Eu preciso entender, pra tentar saber
Quando foi que isso aconteceu?
Quando foi que perdemos a esperança,
O sonho, a confiança?
(Em qual beijo foi?
Em qual decepção?
Em qual abraço frio?
Em qual noite de solidão?)
Leio pra tentar entender quando e como foi
E
Principalmente
Pra tentar descobrir

Como é que se faz a troca

*Este vai especialmente pra Ana, das visitas semanais

Domingo, Dezembro 02, 2007

Na varanda

Se eu soubesse desenhar
faria você agora
sua silhueta contra os prédios
seu cigarro na mão
seu cabelo espetado
seu tronco contra as grades da varanda
E quando um carro passa na rua
ele ilumina seu rosto
triste
e você não sabe, mas eu vi
de relance
o brilho daquela única lágrima.

Então, já que não sei desenhar
faço esse poema
só pra que você saiba que
alguém viu.
alguém se importa.
e alguém esteve com você.

Terça-feira, Outubro 16, 2007

...

Resolvi escrever e
não sei porquê.
Espero e espero
não sei pelo quê.
Ao lado de um telefone
que não vai tocar.
Querendo uma mensagem
que não vai chegar.
Te dando um poder
que você não tem.
Planejando uma visita
que não vou fazer.
Sofrendo por algo
que a vida não me deu:
Chorando por um pai
que não é o meu...

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Ficção

Nosso amor não foi feito do que se vive
Foi, mais, feito da nossa imaginação
Tudo que não vivemos, que não passamos
Os jantares que não jantamos
As mentiras em que acreditamos
E as verdades que inventamos.
Mas mesmo com tanta ficção, que ninguém diga
que nós não nos amamos.

Sábado, Agosto 18, 2007

Ciranda

dão as mãos em "x"
relembrando a infância
e começam a girar
cada vez mais rápido e rápido e rápido
giram mulheres
giram garotas
giram meninas
giram, e giram
pra que a tontura
a velocidade
o vento
as faça esquecer
esquecer do canalha
esquecer do casado
esquecer do poeta
esquecer do chão
esquecer de tudo
esquecer que o mundo existe
e que elas foram enganadas
porque ele não é como nos filmes
sempre com final feliz.
Elas giram
e esquecem
e são felizes,
por cinco segundos,
completamente felizes.
Até que o equilibrio se vai
elas se lembram do chão
caem
sentam
e riem.
Riem, porque não podem chorar.
Riem, porque o mundo é terrível
mas por cinco miseráveis
e incontáveis segundos
elas ganharam
e foram felizes
e esqueceram.

Domingo, Agosto 12, 2007

De novo

Basta apagar a luz
e deitar na cama
que você está lá
comigo.
- Mentira.
Já estava lá antes.
Passou o dia todo esperando
e o dia todo eu o ignorei.
Mas agora, quando me deito
é a sua voz, seu cheiro,
seus braços, seu gosto
tudo.
E eu viro pro lado da cama
onde você dormia
e mantenho diálogos imaginários
e quase posso ver seu rosto
que não está aqui.

Mas ah, meu querido, eu espero
e espero
e espero
ansiosamente
conformadamente
pelo dia em que, de tanto imaginar,
seu fantasma vai tomar forma
bem ao meu lado.
E quando eu lhe falar
ele vai me responder,
me dar um beijo de boa noite,
me abraçar
e dormir.

E aí, saberei
que eu não preciso mais acordar.

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Em algum lugar

Um pufe amarelo
Uma sala bagunçada
Uma cabeleira castanha
Soltando bolhas de sabão
Num domingo a noite,
numa casa vazia.

Uma banheira cheia
Um vidro embaçado
Um cabelo rente
Neve caindo lá fora
E aqui dentro, saudades
numa casa vazia.

Uma cozinha enorme
Azulejos impecáveis
Cabeça nos braços,
braços na mesa.
Soluços incontroláveis
numa casa vazia.

Instantâneos distantes de
momentos femininos
totalmente disperdiçados
inúteis
e sozinhos...

Quarta-feira, Julho 18, 2007

Abgrund entlang

Cada vez mais perto
Da beirada do abismo.
Já a vejo em minha frente.

Tiro de mim, primeiro, o amor
já que ele não me servirá mais.
já que ele não nos serve mais.
e ficam no chão nossos erros.

Dou um passo a frente
Cada vez mais perto
Da beirada do abismo.

Depois, me despojo da razão
e o alcool, cigarro e a loucura
invadem minha dor, me alucinam
perdida nas areias secas.

Outro passo a frente
Já vejo, tão perto...
a beirada do abismo.

Agora é a dor que fica
estendida ao relento
Nem dela eu preciso mais.
Já não funciona o seu alento.

Outro passo adiante
Ela vem chegando.
A beirada do abismo.

Busco em mim a resolução
pra isso, deixo a esperança.
Tão tolinha ela... melhor que fique.
Aonde eu vou, não cabem os sonhos.

Sempre em frente, sempre
cada vez mais perto
de que? Abismo.

Saem minhas crenças...
e vou me tornando aos poucos
algo monstro, algo crime
espelho dos meus defeitos.

Cada vez mais perto
de ficar frente a frente
de mim mesma, no abismo...

Quem eu sou? Já não sei
deixei a mim mesma
- ou os restos de quem eu era
pois já não me vejo mais.

Já quase chegando
tão infimamente perto
da beirada do abismo...

Mas na hora de deixar pra trás
as lembranças do passado
que são tudo que tenho,
que ainda guardo com carinho...

Eu reluto.

E, no instante em que reluto,
ouço uma voz de longe
vinda da direção da estrada
e que há muito eu não escutava:


"Não deixa ela cair... não deixa ela cair..."


Os olhos abrem de novo
e me vejo cara a cara
com a beirada do abismo.

Já não posso voltar pra estrada
e o que deixei no caminho
é irrecuperavel. Inestimável.
Não voltarei a ser o que era.

Só eu e o abismo
ele pisca, eu respondo.
não posso ir nem voltar.

Tomo então um novo rumo.
Eu vou, mas não na estrada.
Serei eu de novo, sem saber quem sou.
Mas isso eu nunca soube mesmo.

Seguirei, apreciando a vista
só eu e minhas memórias
lado a lado... com o abismo.


Abgrund entlang = "junto ao abismo, ao lado do abismo" "along abyss"

Quinta-feira, Julho 05, 2007

Mentirosa

Eu minto pro meu estômago
quando finjo que é leite
o refrigerante de ontem que tomo
as sete horas da manhã
e quando finjo que é arroz
feijão, carne e batata
o pão com mortadela no almoço
e no jantar
e no lanche

Eu minto pros meus olhos
quando finjo que não é o grau
dos meus óculos que precisa aumentar.
É o letreiro do ônibus que
de repente está
escrito em fonte menor.

Eu minto pros meus pés
quando finjo serem confortáveis
os sapatinhos sociais obrigatórios
que - eu digo - não machucam
não fazem bolhas
e são o meu número.

Eu minto pro meu cabelo
quando digo à ele que não é
por causa da moda que ele
é constantemente alisado
colorido
maltratado.
Mas é que liso é tão
mais fácil de cuidar!

Eu minto pro sistema imunológico
e tento convencê-lo
de que não estou ficando doente
de que o banho frio
causado pela falta de gás
não é tão ruim assim
e deve até
fazer bem pra pele.

Eu minto pra todos esses.
E não sei se eles acreditam.

Eu minto também pro meu coração
quando lhe obrigo a aceitar outro
quando lhe digo que não há mais nada
quando finjo que não vejo dentro dele
e quando repito, dia e noite
ao acordar,
ao ir dormir,
que está tudo bem.

Mas este...
Este eu tenho certeza que não acredita.

Domingo, Julho 01, 2007

Imensidões II

Vai, me diz quem você é?
Gosto de cereja e café.
E do que mais que tu gosta?
Vou ganhar a nossa aposta.
Ah é? Você vai ver.
Me conta da tua casa...
Por que imaginação tem asa?
Vista bonita assim não tem.
Vamos para a praia?
Vamos almoçar?
Tem uma peça legal
lá no Municipal.
Sai do trabalho e vem!
Quero te ver também.
Vamos ficar falando besteira
e vendo a vida passar.
Hoje, minha imensidão é mar.

Quarta-feira, Junho 27, 2007

Imensidões

Deserto.
Minha imensidão é o deserto.
Minha imensidão não é o mar
não é azul, não é de amor.
Minha imensidão é vermelha.
é sozinha.
é só minha.
Mar e deserto parecem
os dois lados da mesma moeda,
mas o que o oceano acalenta
o deserto desespera.
A solidão do mar não é sozinha
pois as ondas sussuram conosco
Mas no deserto, só quem fala
é a areia, o sol, o osso.
O mar tem a paisagem,
o pôr do sol,
os pássaros,
as conchas.
O deserto não tem nada.
O deserto só tem
você.
Por isso o deserto assusta mais.
Por isso os dias no deserto
são loucura
delírio
castigo.
Porque, no deserto,
a imensidão não de areia
o abismo não é de pedra
a maluquice não é o vento.
o castigo não é o sol.

No deserto...
a imensidão é você.
o abismo é você.
o louco é você.
o castigo é estar com você
e tentar
sempre andar
e chegar
a algum lugar
são...
e salvo.
















ps: 100ª postagem no caderninho. Uau, que honra.
pps: foto do deserto do Atacama, tirada pela Leila, e poema escrito por idéia dela /leila_liberty

Quinta-feira, Junho 21, 2007

Arpoador

Nas areias do Arpoador
escrevi seu nome, a sonhar.

Mas as águas que o levaram
nunca irão me perdoar.


Tivesse eu escrito na pedra

e o nosso amor poderia durar...


Deixei nas areias a minha letra.
Seu nome, meu nome, e um coração.
Mas veio uma onda, sem pressa

E levou nós dois para a escuridão.


Tivesse eu escrito na pedra

e o nosso amor poderia durar...


As areias ficaram vazias

sinto o frio da minha solidão.

Queria só que o mar me engolisse

sem esperança ou recordação.


Tivesse eu escrito na pedra

e o nosso amor poderia durar...


Pelas areias o vento sopra

as ondas não param de quebrar.

Sinto que querem me dar um conselho

mas eu não o quero aceitar.


Tivesse eu escrito na pedra

e o nosso amor poderia durar...

Nas areias desenhei seu nome
mas o mar o fez se apagar.

Escuto o que o vento me diz:

vai passar, vai passar...


Tivesse eu escrito na pedra.


Sábado, Junho 09, 2007

próximo

eu era uma mulher de um homem só

(era
fui
pretérito perfeito
da pqp)

mas você decidiu que não mais

(deliberadamente
inadvertidamente
terrivelmente
mentirosamente)

então ficarei aqui esperando

(sentando
levantando
cantando
cansando)

até que você veja que sou eu

(eu
ela
quem?
ninguém)

a mulher da sua vida

(vivida
sofrida
curtida
ferida)

mas enquanto a hora não chega

(chega
chega
chega!
chegará)

o negócio é seguir o mandamento

(invento
alimento
o próprio
tormento)

"ame o próximo"

(o próximo
o ponto
ponto
final.)

Terça-feira, Maio 01, 2007

Poema de Verão

Essa menina que passa
Com o olhar de outono
Vira os olhos da praça
Mas seu coração já tem dono

Essa menina que, linda,
Espera um abraço no inverno
Ela só faz sabe e faz saber
Que seu lindo amor é eterno

Essa menina que senta
Com jeito de primavera
Perde a cabeça ao pensar
Nesse amor que a espera

Menina que vejo parada
Com um sorriso que me lembra o verão
Já está enamorada
Vê-se em seu coração...

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Quietinho

Eu gosto da solidão, porque gosto de ouvir alguém chegar...
Passaos tímidos de grandes corações...
Pensam que estou triste, e vem para me animar...

Gosto de ouvir suas vozes preocupadas
Gosto de ver seus risos enfeitados de timidez
Gosto quando sentam-se do meu lado
E, curiosas, dizem baixo: "mostra o poema que você fez.."

Gosto assim, quando os olhares se cruzam
E rapidamente se entendem e olham para o céu
Gosto quando sabem dos amores
Que eu crio e que brotam no papel...

Mas existem também os dias cinzas de solidão
Dias que nunca acabam, e acabam com o coração
Em dias como esse, eu me ponho a escrever
Porque sei que nesses dias
Você não vai aparecer...

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Cantinho Semi-Particular

Me procurem onde reina a solidão
Onde o silêncio só é quebrado por um canto tímido
E pela chegada e saida dos monstros urbanos
Que com sua presença fazem calar
E que vão embora sem demorar

O céu de pombos
O chão das arvores e mirmecólogos
O lugar é tão cheio
Que chega a ficar vazio
Por horas inteiras, à fio

Minha amiga solidão
Grande amiga solidão
Afugentada por um belo coração
Me faz sorrir e pensar
Na bobeira desse, vulgo, qualquer lugar
E dar-lhe tão nobre titulo
De semi-particular

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Eu ando, paro, e desapareço.
Eu escuto, olho, e depois me calo.
Eu sento, penso, entao escrevo
O dia, hoje, está muito claro

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

História

- O que você está fazendo aqui? - Perguntou ela para o menino sentado na beira daquela colina -

Ele a olha e sorri, volta a olhar o céu.

Sem entender, ela se senta no chão, ao lado dele. Não sabe o que é mais intrigante: Se o lugar, se o silêncio, se a tarde, se o céu, se o isolamento... ou se aquele garoto, sentado naquele lugar, naquele silêncio, aquela tarde, vendo aquele céu... isolado...

- O que você está fazendo ai? Você está triste?

Ele sorri.

- Triste? porque eu estaria triste?

- Ah, não sei. - Diz ela, rindo, sem entender muita coisa - Você sentado ai... o que você tá fazendo?

- Oras, estou vendo o céu...

- Eu acho que você está triste. Me fala, o que aconteceu?

Ele riu outra vez.

- Nada!...

E deita na grama...

A garota da uma risada, que menino estranho! sentado aqui... Ela olha pra tras e não vê ninguém...

- Posso ficar aqui com você?

Ele a olha com uma cara de espanto... tentando esconder uma pontinha de felicidade

- Pode...

Ele tenta não olha-la, porque faz isso? pouca gente saberia o porque... ele riu de novo, dessa vez de si mesmo, ele já sabe o que vai acontecer

Os dois ficam lá por bastante tempo... só faltou uma coisa... uma...

Ela levanta e diz:

- Vamos voltar...

Ele não responde. Ela também se cala.

- Você vai ficar ai? eu tô indo embora...

- Tá... vai lá... - Diz ele, um pouco decepcionado -

Ambos um pouco decepcionados, ela vai embora, ele continua lá...

Finalmente o Sol se põe, o vermelho do céu contrasta com a insignificancia de uma pessoa sentada na beira da colina, que olha ao redor, e não vê ninguém. Uma lágrima ele seca, uma cai no chão... e uma refletiu a luz do Sol, foi a que percorreu seu rosto... e que parou em seu sorriso.

Ele deita no chão, e espera pelas estrelas...

Essa história não tem moral nenhuma.

... Mas que as vezes faz falta um abraço... ah, isso faz...

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Mulher

Procura-se uma Mulher

Que saiba ser uma mulher
Que olhe como olha uma mulher
Que fale como fala uma mulher
Que queira como quer uma mulher

Procura-se uma mulher
Que deseje como deseja uma mulher
Que provoque como provoca uma mulher
Que saiba como sabe uma mulher
Que se apaixone, como se apaixona uma mulher

Que duvide, que precise, que se deixe precisar
Que seja forte sem deixar de ser mulher

Precisa-se de uma paixão para esquentar uma vida
Precisa-se de um amor para mante-la

Não existem mais crianças ingênuas
Nem garotas indecisas
Existe a coragem de enfrentar uma pessoa

Não existe o medo de ser feliz
Não existe o medo de sofrer
Não existe o por um tris
Não existe se esconder

Existe uma mulher
Que não tem medo de ser feliz

Chama com seu jeito de mulher
Beija com beijo de mulher
Ama como ama uma mulher
Sonha como sonha uma mulher
Você não é mais criança

Pede com seu jeito de mulher
E terá tudo o que você quer
E enquanto se esconder atras desse medo...
O dia terminará cada vez mais cedo

E a noite...
A noite é uma criança...

E eu quero uma Mulher

Sábado, Novembro 04, 2006

Meu mundo inteiro se desfez
Das paisagens, as cores escorriam
E todos eles, um por vez
Um a um meus sonhos morriam

Eu parei de seguir meu destino
O destino que cedo ou tarde irá chegar
Agora eu cresci, não sou menino
Nem sou mais tolo de acreditar

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Justo

Quando meu primeiro amor
Teve que se tornar
Uma sombra do meu passado
Eu abdiquei do coração
Eu corei e menti
Meu peito eu fechei
E de um mundo, eu fugi

Eu tive um segundo amor
Que foi de medo e coragem
De e odio e perdão
Quando dele eu fui salvo
Por um ano eu morri
Abdiquei do passado
Levantei e sorri

Sem certeza e sem vida
Amei outra vez
Sem certeza e sem vida ela era
Mas uma grande amizade sem fez
Sem trilha eu fiquei, sem teto tambem
E então, das pessoas, eu abdiquei

Uma semente então se plantou
E meu peito se fez luz outra vez
Uma luz estranha de amor
Que se quer pude ver para crer
Mas essa luz enfim se apagou
Não era nada que eu pudesse fazer

A semente então se fez flor
Porque eu quis deixa-la crescer
Eu ainda tinha esperança no amor
Mas a esperança se fez padecer
As esperanças me eram palavras
Como sempre então duvidei
Esse eles eram tão pobres e fracos
Dos meu sonhos eu abdiquei

É só uma vida, é só um mundo
São só pessoas, só palavras
Sem motivos e sem importancias
Reergui minha alma
Porque era um amor
E porque era um amor
Quando tudo foi abaixo
Abdiquei das palavras
Obscuras e baixas
Desisti então
De tentar

Talvez as coisas sejam assim

Às vezes a gente sonha
Às vezes a gente ama
Às vezes, quando a gente acorda
A gente cai da cama

Às vezes a gente corta o dedo
E às vezes nunca mais volta
Às vezes a gente gasta muito
E a caba estourando a conta

Talvez as coisas sejam assim
Um beijo pra você, e um tapa pra mim
Talvez as coisas sejam assim
Talvez você não saiba o que diz
Quando me diz sim

Conselho

Fui seguindo o que achava direito
Sem nenhuma luz no coração
Com um espaço vazio no meu peito
Agora livre de qualquer emoção

Ignorei de vez minha carencia
Me esquivei de toda e qualquer luz
Enterrei viva a consiencia
Demarquei o lugar com minha cruz

Meus olhos hoje emanam frieza
E o meu corpo já não sente mais dor
A minha face não encontra tristeza
E minha boca não distingue sabor

Caminhar não me faz diferença
O meu passo contrasta com o verde da grama
O sol não me faz diferença
Não me queima, não arde e não chama

Amor te muda
Chega o destino
Sempre alheio
Como cobra, e como zomba

A essa altura
Eu sou menino
Que seguiu um conselho
E foi pela sombra

Sua alma não tem musica,
Sua musica não tem palavras

Palavras são sentimentos,
E na sua musica eu não sinto nada.

Artigo

O Marte: o planeta, o vermelho, o deus da guerra
Amar-te: um espelho, a silhueta que me prende a terra

O Mar é: um horizonte, infinito... pra guardar, relembrar e esquecer
A Maré: brincadeira da lua, que cresce e te leva sem perceber

Navegar: O mar
Se perder: Amar

A solidão me abandonou

A solidão me abandonou
Quando eu mais precisei
Se eu voltar ao meu caminho
Posso procurar sozinho
Tudo o que eu não encontrei

Aquela chuva então parou
Eu me rendi e me sequei
Eu vi um passarinho
Calado deixou seu ninho
A seu exemplo eu não cantei

Aquela noite clareou
Tentei andar, não consegui
O sol no céu não se escondeu
Nenhum arcanjo apareceu
Por isso eu não me perdi

Idealizado

Comigo é sempre assim
Eu chego em casa e apago a luz
Aí me vem a inspiração
Nem da vida nem do amor
Minha luz vem da escuridão
O breu não é tão vasto
Quanto um fundo infinito
É bem mais aconchegante
Assustador
E mais bonito
O coração dispara, a escuridão me acolhe
A presença do infinito me completa
Feche os olhos
Não demore,
Também não deixe a porta aberta
O silencio não tem fim
E eu imagino o seu olhar
Você estão tão preto de mim
Posso te ver e te tocar
Aqui no meu mundo perfeito
Não há medo ou ilusão
Você pensa estar voando
E na verdade está no chão
Entre jogos e sorrisos
Você tem que confiar
Como ninguém está te olhando
Você pode até voar
Um recanto fugitivo
Da preguiça de vocês
Onde tudo é permitido
Até que façam novas leis
De onde eu volto relaxado
Volto firme e sonhador
Do meu mundo idealizado
Com carinho
E com amor

Nada mudou

Antes de você chegar
Minha vida era muito vazia
Eu nunca amava, meu olho chorava
E meu coração batia

Um mundo cinza e agridoce
Como a melancolia
Meu grito calado, era tudo gelado
E eu nunca seguia

Você chegou
E a luz da sala acendeu
Como um anjo que ri, quando eu te vi
Meu coração forte bateu

Eu me enchi de esperanças
Refiz o acabado
Eu estava contente, te esbocei um presente
E segui do teu lado

Mas nós nos machucamos
Num aprendizado inconseqüente
Bloqueei as estradas, finji não ser nada
E segui então em frente

Agora que você foi embora
Queria que soubesse que foi tudo verdade
Pretendo mesmo ir embora, meu olho já não chora
Mas meu coração ainda bate

Um poema sobre poemas
Sobre a falta de ação de um menino morto

Um rio cheio de problemas
Tentando comparar um coração e um porto

Soneto

Escrevo enquanto espero
Espero porque fui furtado
Furtado de verdade por ocasião da mentir
Escrevo porque fui descuidado

Ele ia guardado
Até meados de abril
Então se fez meu fado
Meu tesouro sumiu

E agora, que ei de fazer
Esperar
E meu tesouro, nunca mais o terei

Vou ter que viver
E vou ter que andar
Consciente que fiz e sabendo que errei

Bem, mal
Amor, paixão
Forte, fraco
Alegria, solidão

Seu bem, meu mal
Meu amor, tua paixão
Chegou muito forte
No fraco do meu coração

Treva, luz
Um brilho na escuridão
Que pinta de alegria
A minha solidão

É tanta pessoa
Que repudia o passado
É como um grito cansado
Que na mente ressoa

É tanta gente
Que espera o futuro
E se depara com um muro
Sem presente

E é tanto tempo pro que a gente era

É tanta dor e é tanta saudade...

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Explanation

Faço versos pra enfrentar meu mundo...
O meu verso é meu 38.
Todo mundo tem o seu 38....

Eu me calo pra me proteger das pessoas....
O Meu silêncio é o meu buraco.
Todo mundo tem o seu buraco...

Seu carinho me consola...
Ele me dá força, e me protege
O seu carinho é minha cachaça...
Todo mundo tem a sua cachaça...

Terça-feira, Julho 25, 2006

Um Milhão de Uns

Um nome
Escrito na areia
Da praia, numa noite de lua
Cheia...

A vontade
Encoberta no escuro
De uma sombra que qualquer luz
Clareia

Sou esta vaga pendente
Eu sou o papel do presente
Essa estrela cadente
Um deus carente

Eu tento ser melhor do que sou

Pra mostrar a todos
Que não sou tão inútil quanto pareço ser...

Um dos olhares indigentes
O sorriso mais comum
Só mais um, em um milhão
Em um milhão de uns

Quarta-feira, Julho 12, 2006

Poema pra mim ^^

Porque?
Porque você chora assim?
Porque quer fugir de mim?
Pretende ir embora?

O
Tempo vai te dizer
O porque de você sofrer
Aqui e agora

Vê?
No Azul dos meus olhos
Os seus olhos vermelhos
Me faz seu espelho

O que
Você já não teve que suportar
Quantas contas não quis pagar
Pra cair de joelhos

Você
Que cresceu demais pra sonhar
Que perdeu demais pra lutar
Foi um tiro certeiro...

Vem
Me abraça se precisar
Eu não vou te fazer chorar
E eu vou te redimir...

Meu
Perfume vai te cegar
E o meu colo te aconchegar
Pra você dormir

Você
Não precisa vencer a Deus
Pra mostrar aos amigos teus
De que tem valor

Também
Não precisa se apaixonar
Eu só peço pra se lembrar
Que o mel tem sabor

Eu
Quero, posso, e vou conseguir
Eu não vou te deixar partir
Se contigo eu não for

E o que
Você precisa saber
Eu prometo, vou te dizer
No seu cobertor


Eu vou te fazer feliz
E então vai criar raiz
No campo da dor

E você
Voltará então a acreditar
Quando desta raiz brotar
Um carvalho de amor

Sexta-feira, Maio 26, 2006

A vida passada
O tempo perdido
A palavra falada
Perdeu o sentido

Uma casa largada
Um bilhete não lido
A vida na estrada
Um poeta esquecido

Antecipa um final
Por um caminho secreto
O seu silêncio mortal
E o seu poema incompleto

Segunda-feira, Março 27, 2006

Coisas que a gente só vê
Coisas que só a gente vê
Coisas que a gente só sente
Coisas que só a gente sente
Coisas que a gente só vive
Coisas que só a gente vive
Coisas que a gente só fala
Coisas que só a gente fala
Coisas que a gente só ouve
Coisas que só a gente ouve
Coisas que a gente só aguenta
Coisas que só a gente aguenta
Coisas que a gente só sabe
Coisas que só a gente sabe
Coisas que a gente só lembra
Coisas que só a gente lembra
Pessoas que só a gente ama
Pessoas que a gente só ama

A gente não é louco,
A gente só é só.

Coisas que a gente só quer
Coisas que só a gente quer

Coragem

Amanheceu
Mais uma vez... as
Águas, do rio,
Voltam para o mar
Esperamos que a
Lua, venha nos acalmar
Encantado, encantador
Não é difícil
Compreender. Aprender
Amar alguém
Não é difícil
Tentar fazer
As vezes, um sentimento,
Dura tempo (muito tempo)
Outras vezes, ele é
Rápido (muito rápido)
As vezes para esquecer,
Leva tempo (muito tempo...)
Inesperadamente, nós sonhamos, e
Lembramos
Inevitávelmente
Acordamos...
Esquecemos...
Vivemos
Onde estamos
Como estamos
E crescendo.

Segunda-feira, Março 20, 2006

Homem de Pedra

O homem de pedra
Procura ser são...
A bela escultura de Pedra Sabão...

Ele ouve o que eu digo
E nunca estende sua mão
Ele é mais solitário
Que a solidão

Ele espera entender
Porque tanta ilusão
E também aprender
A lidar com o coração

Seu rosto parado
Sem nenhuma ação
Sem sentimento
Sem ódio ou razão

Mesmo assim ele chora
Pelo ardor da paixão
Que sequer foi embora
Sorte ou intuição?

Mas agora não importa
Uma lágrima brota
Sem aparente razão

E ela, com calma
Lava a minha alma
Com pedra sabão

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Sem Nome (proj)

Além do que ficou no meu coração
Eternas cicatrizes e overdoses de razão
Você deixou também pra mim
Muito tarde esta canção...

Sem nome...

Além do orgulho e da alegria
De uma lembrança boa, e uma fria
Seu descaso com o amor
Me deixou uma poesia.....

Sem nome

Desacato e esquecimento
De um amor que muda em um momento
Meu peito vazio, meu olho seco
Lembram do teu sentimento...

Sem nome...

*Não paguei a globo.com ainda... mas continuo firme por aqui (de vez enquando) no orkut, msn, e nos blogs paralelos também

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Soneto #1 (Tentativa De)...

Como é que se faz,
Com que encanto ou que magia,
Eu transformaria o medo em paz
E a solidão em alegria

Como uma verdade
Pode se transformar em tamanha mentira
Como, o que seria cumplicidade,
Agora é a distância por que cora a face ferida

Em que pó exposto ao vento
Em que volúpia de momento
Poderiamos confiar

Que nome escrito na areia
Que sobra, que uma luz clareia
Não deixa nada para se lembrar...

Domingo, Fevereiro 05, 2006

Faria

Eu iria sim,
se me achasse mais livre
Eu ficaria por lá,
se pensasse que não iria fazer falta
Eu não voltaria de lá...
se soubesse que você não sentiria saudade...

Eu pularia de um abismo,
se eu achasse que poderia voar
Eu morreria sorrindo,
se eu não soubesse que você ia chorar
Eu ficaria sozinho..
se eu achasse que você viria me procurar

Eu até gritaria,
se alguém fosse me ouvir
Eu até ficaria,
se eu soubesse que faço falta
Eu iria aí,
se não fosse tão ruim voltar...

Eu te abraçaria,
se você fosse gostar
Eu te beijaria,
se achasse que você fosse me beijar
E eu até te amaria,
se eu achasse que você fosse me amar

Sábado, Fevereiro 04, 2006

Caminhar, e esquecer

Responsabilidade, Amizade, Qualidades Únicas E um tanto Longíncuas...
Preciso Rir e Esquecer, Crescer e Iludir... Só assim Ouvirei,
De uma vez, E não vou me calar.
Você, será que Ouve o que digo? não...? muito bem, eu ainda posso Caminhar... e Esquecer...

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

Rain Dance

Chuva!
A água que cai na rua!
Pobre do ser, qe fica na sua
Debaixo da água da rua!

Rua!
Dos homens que seam na chuva!
Pra que se esconder? tentar não chorar?
O pior já vai passar!..

Lua
Que chora o seu choro na rua
A chuva do dia, o choro da noite
Um poeta e a sua agonia

Sua...
Canção foi cantada pra lua
E nos dias, de noite
A esperança, um açoite
Em que a dor é a dança da chuva...

Pequenino (Aline)

Do que foges pequenino?
Parece-me assustado...
Aproxime-se
Aqui tu és querido
E não odiado.

Venha...
Dê-me um abraço
Seu corpinho extenuado
Que depressa é resguardado contra ao peito.
É afagado com carícias
Acalma-te
Que lhe espanto o medo.

Pequenino...
Ah pequenino...
Pegue esse lenço
Enxugue seus olhinhos
Brilhantes...
Reluzentes...
Empoçados...

Vamos brincar pequenino...
Deixe a tristeza um pouco de lado
Respire fundo
Se é distante a calmaria...
Pra que pressa?
Pequenino...
Se você ama tanto, mas não é amado?
Pequenino...

Sem' Nome

Um motivo de verdade..
Mais amor que caridade
Meu tostão de realidade
Ostentando uma vontade
Traindo a irmandade
Inventando felicidade
Violando castidade
Omitindo, quando sim, essa verdade...
Me leva de uma vez pra sua vida
Esquece que ela foi ferida
Me poupa de uma despedida
Agora, fala, e será ouvida
Navega sem remorso no mar de beijos
Transita sem rumo nestes espaços
Eleva-se ao perfeito
Vive tranquila entre os meus braços...
Eu aprendi a cantar
Uma vez, quando quiser saber
Me desafia a fazer calar, o
Sentimento que te fez sofrer
Ora eu vejo que só quer amar
Respeito o jeito de você viver...
Recita
Inspira
Sossega
Ou grita
Quebra um coração
Unifica um sentimento
Elabora uma canção
Devolve um defeito
E se perde na paixão
Leva junto o estrago feito
Esse veneno que corre em mim
Veio de ti, do teu olhar
Ele não mata, não assim
Mata apenas se eu deixar levar
Esquece que a vida vive à toa
Leva o triste numa boa
Espanca! Se quiser, uma pessoa... mas
Volta, vem comigo.. e depois voa...
Olha o que vale a pena
Unica coisa que te importa
Faz brincar com todo o resto
Ouve o choro e fecha a porta
Inquieto e feliz
Você me fez querer dançar
Olhar pra dentro de você
Caminhar no seu olhar
E sinta-se à vontade
Se quiser cantar
Imagina que é tarde
Mas você não quer voltar
Olha pra realidade, toma conta do teu ar...
Na verdade, eu vim dizer:
Eu estou aqui, e amo você

Com nome ou não

Certo
Está tudo certo
É como ouvir um barulho
Na escuridão

E então, a luz se acende
E ninguém notou a contradição

Claro Está tudo claro
Essa verdade forçada
Que você mente pra mim

E então, quase do seu lado
Eu fico aqui esperando um fim

Perto
Tão perto
Mas eu assisto seu jogo de fora

E a porta aberta
Pra o que não é necessário
Poder ir embora

Calma
Está tudo bem
Eu vou ficar aqui
Esperando pra sair
Com motivo ou sem

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

Bom, sereia...

Bom seria,
Bela sereia,
Que fosse mulher
E viesse me amar

Bom, sereia
Que belo seria
Se um dia qualquer
Você deixasse esse mar


A vida é justa
E o nosso amor é cego
Agente quer,
E a vida nega.

Bem, sereia
Bom seria
Ter logo um amor justo
E a vida cega

Sinceridade

Eu te compraria algo especial
Mas não sei se poderia pagar
Não tem valor comercial
Nada que eu possa te dar

Eu poderia te dar um beijo
Mas eu não sei se ia gostar
Seria muito atrevimento
E você pode renegar

Eu poderia te dar um amigo para toda hora
Uma pessoa em que pudesse confiar
Mas isso você tem de sobra
E eu poderia atrapalhar

Eu podia te dar um abraço
Tantos quantos você queira ganhar
Mas existe entre nós este espaço
Que eu não consigo enfrentar

O carinho
O afago que eu queria te dar
Você recusa com medo
Que depois possa te machucar

E o amor que pode nascer
É o que você mais teme crescer
Porque pode não mais acabar...

Eu queria te fazer feliz
Com coisas simples que você possa guardar
Mas até agora, nada do que eu fiz
Foi grande o bastante pra você notar

Entristece te ver aí..
E não poder te tocar

Eu até te prometeria o mundo
Mas eu nem sei se conseguiria entregar
Agora ofereço toda minha sinceridade
Foi tudo que me restou
Tudo que eu posso te dar

Sábado, Outubro 01, 2005

Ponta de esperança

Quero...
Embalar teu sono...
Te chamar de amor
Entrar nos seus sonhos
E aliviar minha dor...

Pra que a noite não caia em mim..
Como barras de aço
E pra que eu descubra, em fim
O calor dos seus braços..

Me desculpe, foi sem querer
Por muito tempo consegui esconder
Agora quero ver o mundo todo saber..
Que sem você, eu não consigo viver...

A minha vida inteira, procurei por alguém
Que realmente me queira
E faça florescer o meu bem

Agora eu não pretendo mais procurar
Meus sonhos resumidos em uma pessoa
Se eu tenho você que me faz delirar

E eu saio cantando e rindo à toa

Chegue mais perto...
Me dê sua mão..
Que agora eu posso estar um pouco mai perto...
Da porta do seu coração...

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

Questões perdidas (Papai)

Hoje eu choro mas por quê?
Por que eu não posso simplesmente gritar?
Por que eu não posso simplesmente amar?
Amar e me acalmar...

Por que o mundo,em alguns dias é tão triste?
Onde está a confiança?
Será que foi embora com a tolerância?
Perdi elas desde que eu era criança

Porque seus amigos te traem?
Se não é neles que deveriamos confiar?
Não são eles que deveriam te amar?
Não á eles que deveriamos perdoar?
Mas perdoar pra que, se eles irão novamente te maltratar

Nossa unica saida é chorar?
Escrever poemas?
Deveria tentar os dois?
Faço isso para me acalmar o mais rapido possivel,
Pois quero me acalmar agora e não depois

Todas as pessoas tem segredos
Algumas contam outras escondem
Eu divido os meus com os meus amigos
Afinal não posso trata-los como inimigos.
agora como ultima questão...

Ou sou eu o errado?

Domingo, Setembro 18, 2005

Tantas mil coisas

Eu posso dormir mil vezes na mesma cama
Posso acordar mil vezes no mesmo lugar
Posso sonhar mil vezes com a mesma pessoa
E posso lembrar mil vezes de um brilho no olhar

Eu posso falar mil vezes a mesma coisa
Posso contar mil vezes o mesmo segredo
Posso ouvir mil vezes a mesma música
Brincar mil vezes com o mesmo brinquedo

Posso ir mil vezes para um mesmo lugar
Posso chorar mil vezes o mesmo pesar
Posso passar mil dias te esperando
Sentado mil anos no mesmo lugar

Eu posso percorer mil vezes o mesmo caminho
Posso te perder mil vezes no mesmo lugar
E eu poderia falar mil coisas
Se mil vezes eu pudesse te encontar

Mil versos... mil lágrimas
Mil sorrisos e felicidades
Mil alegrias
De mais de mil vontades

Eu posso me tornar mil coisas
Reconhecer mil vezes o mesmo pecado
Cometer mil vezes o mesmo erro
Só pra ter você do meu lado

Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Detalhe

Detalhes tão pequenos de nós dois
Por eles nós deixamos pra depois
Evitando sentir algo ruim
Estamos nos olhando no jardim
Esperando o dia acabar...
Estamos com medo de nos abraçar...
Olhar dentro do nosso coração
E descobrir algo repleto de razão
Cair na verdade da paixão...
Como um dia que passa, e outro não...
Não vejo nuvem cobrindo o céu
Só vejo o medo que nos cobre com seu véu
Evitando pegar o maçarico
Que acenderia o fogo que vai queimar o circo
Fugindo desse assunto delicado
Tentando esquecer do teu recado
Que disse-me "você é meu engano"
Querendo me dizer só "eu te amo

Domingo, Setembro 11, 2005

Sem título (Marcos)

Após o nascer do sol
Após o pôr do sol
Procure por mim
Estarei lá

A cada respiração
A cada suspiro
Procure por mim
Estarei lá

Quando as sombrar descerem
O breu envolver a ti
E a tua resolução

Acenda a luz
Procure por mim
Estarei lá

Ouvindo o vento

Estou sentado, sozinho, ouvindo o vento
Me dizendo algo que eu não entendo
Talvez o vento queira me dizer
Que existe alguém perto de mim
Do meu lado
Eu viro e olho a grama
O vento se cala
Não me engana

Talvez o vento queira me dizer
Que existe alguém por entre as árvores
Escutando o meu pesar
Eu procuro por entre elas
E só vejo a grama a me esperar

Talvez o vento queira me dizer
Que existe alguém pensando em mim
Por tras do morro, pulando o rio
Mas eu olho pra lá
E só vejo as árvores do lugar

Alguém nas nuvens, que cuida de mim
Talvez seja isso que o vento quer me dizer
Alguém nas nuvens, atras do morro
Que não me deixa ver
Talvez o vento queira me mostrar o céu
Que está atras das nuvens
Ou as estrelas Além do céu
Ou algo que está além de mim
Perto ou longe do tão sonhado fim

As vezes ele só quer cantar
As vezes não é nada disso que ele quer falar
Nada mais que "Menino, é bom se acostumar"
Acho que agora eu entendo "Menino, é bom se acostumar!
A sentar aí,
E ficar sozinho,
Ouvindo o vento

Sábado, Setembro 03, 2005

Pedaços de rosa, flores marcadas de solidão
Cartas sem nome, poemas que mostram a ilusão
De estar aqui,
nadando contra a corrente
De mostrar que eu,
adoro a idéia de um dia, quem sabe, por sorte, ou acaso, eu possa tentar estar
Com você

Convites errados, bilhetes guardados por precaução
Cabelos molhados, dentes cerrados, e agitação
Esperar o fim,
ainda estando no inicio
Espera-la sim
Sentado na rua do tempo, num dia chuvoso, e o sol entre as nuvens buscando um espaço
Que custa a surgir

Não importa se é presente ou passado
Não importa quanto tempo já foi gasto
Não importa o quanto errados nós estamos
Não importa se nós rimos ou choramos

Não importa se o dia nasce escuro
Não importa se não vemos o futuro
Se a vida vai me dar mais um engano

"Blá.. Blá.. Blá..." e eu te amo

Terça-feira, Agosto 30, 2005

Serenata de Tímido (Maycon)

Me domina com olhar
Me controla com sorriso
Com seu jeito de falar
Ela é tudo que eu preciso

Mas ao me aproximar
Fico sempre sem jeito
Logo começo a gaguejar
Timidez é meu defeito

Quem me dera ter coragem para falar
o que hoje só consigo escrever
Dizer que hoje só sei lhe amar
E com você quero viver

O que me resta é observar
Ver de longe teu sorriso
Sentar aqui e esperar
A coragem que preciso

Sozinho e mal acompanhado (Maycon)

Odeio certos momentos
Fins de tarde, madrugadas
Horas em que se libertam sentimentos
E vem a tona lembranças, amarguras

Instante em que a mascara cai
E o mau da mente liberado
Instante em que a esperança se vai
E tudo paresse acabado

E é sempre neste momento obscuro
Em que a alma está entre o bem e o mal
Onde já não há lugar seguro
Que é necessário se apegar ao racional

Aguente firme pois logo tudo passa
E o que sobra é uma ou outra cicatriz
Coloque a máscara de mentiras de volta
Volte a sua vida e finja ser feliz

Vida Vira-Lata (Maycon)

Vivia bem do meu jeito
Vivia bem sozinho
Se queria dava um jeito
Sempre seguindo meu caminho

Porque foi me tratar bem
Porque foi me alegrar
Porque me fez de refém
Porque me fez acreditar

Agora me tornei dependente
Já não sei ser sozinho
Veio e se foi derrepente
Mas conseguiu mudar meu caminho

Hoje vivo lembrando do seu jeito
Hoje vivo mal sozinho
Se quero não tem jeito
Seguindo o rastro de teu caminho

Serenata do Arrependido (Maycon)

Porque não se contenta
Porque sempre complica
Porque sempre inventa
Não sabe no que implica

Porque foi perguntar
Porque fui responder
Tive que lembrar
Do que quero esquecer

Estava tudo bem
Eu já tinha esquecido
Do tempo que fui refém
De um belo amor bandido

Com você é diferente
Aprendi a me cuidar
Me mantenho indiferente
Para não me apaixonar

Não sinta inveja deste sentimento
Que já foi amor
E hoje tornou-se sofrimento
Me perdoe por favor

Sexta-feira, Julho 08, 2005

Eu que sempre tive a lua

Eu que sempre tive a lua
Um rastro de uma sombra tua
Agora choro sem parar

Quando vejo um vulto na parede
Tenho medo que uma rede
De esperança venha me abraçar

Quando o frio da noite vem me buscar
Abraço toda a minha dor
E protejo o meu coração

Pra que um dia ele possa amar
E deitar-se na alegria, e no calor
Da doce chuva de verão

Cobro dos anjos meu pesar
Meu choro não tem sabor
E minha voz não tem ação

E, sozinho, só me resta sonhar
Que um dia eu finalmente ache um valor...
Um valor pra toda essa solidão

Terça-feira, Junho 28, 2005

Quem é você?

Que tem sorriso maroto
E um lindo olhar
Que por mais que eu tente
Não consigo deixar de te amar

Que com sorriso
Disse que me amava
E quando ia embora
Um grande vazio deixava

Que é traiçoeiro
Ao mesmo tempo belo
Talvez um amor inocente
Um sentimento puro e singelo

Que como um assassino
Esfaqueou meu coração
Começou como amizade
E agora virou paixão


A propósito, não é meu esse, só tô deixando ai pra vocês terem algo de legal pra ler

Sexta-feira, Junho 24, 2005

Alegria

Alegria!
Deixei minha poesia.
Morta.
Para trás, atras
Do vão da porta.


Sim, temos, alegria
Minha casa está vazia
Morta.
Espera.
Exporta.


Sabemos. Tua cria...
Madrugada fria
Amor, alegria,
E a cidade
Vazia.


Quero uma cova.
Alcova
Alcoól
Uva


Enterra
Em terra
O sentido...
Sentado...
Sortido...
Surtado...


Vida, alegria
Tristeza
Agonia
Calçado, cansado...
Calçada vazia...


Sento
No banco
Suco
De pranto
Seco
De canto
Surdo
De espanto


As noites escuras
Os dias são frios
A frase está morta
Matou e não viu


Um fardo pesado
A rosa dos ventos
Palavras ao vento
Calor do momento


Espero
Espalho...
Esperto...


Parado
Pensando
Pedindo
Sonhando...
Sentindo
Soltando
Sorrindo....

Cabeça quente
Mãos frias
Abraços quentes
Cortesias


Chuva... lama... luva...
E eu lia

No alto da torre, na praça central
Diante da verdade nua
Espero sua volta, que volte ao normal
A volta da palavra sua.....

Está morta, lá, atrás da porta
Na alegria
E na casa que eu deixei vazia
No asfalto em que a deixei, morria
No choro que eu me encontrei, sorria


Vem alegria.
Volta vazia.
Sinto agonia
E um pouco de frio


Volta poesia
Me trás energia
Enche de alegria
O meu corpo vazio.

Quarta-feira, Maio 18, 2005

Acordos

Eu finjo que escrevo, você finge que lê
Eu finjo que falo, você finge que escuta
Você finge que entende, e eu finjo que está tudo bem...

Eu finjo que estou morrendo, você finge que se importa
Eu finjo que não te amo, e você finge que não me conhece
Eu finjo que não estou te ouvindo, e você finge que não se esquece

Eu finjo que estou vivendo, eu finjo que estou feliz
Você finge que está com medo, e também finge que não me quis

Eu finjo que estou sonhando
Você finge que está dormindo
Eu finjo que estou cantando
Você finge que está saindo
Você finge que não tá chorando
Que dai eu finjo, que eu estou sorrindo

Quarta-feira, Maio 04, 2005

A Rosa

Um dia chegou,
Nunca mais partiu.
A Rosa cresceu,
A Rosa tossiu.


O tempo passou,
A Rosa surgiu.
O vento soprou,
E a Rosa tossiu.


A Rosa jogou,
A Rosa mentiu,
A Rosa me amou,
E a Rosa tossiu.


Não me cuidou...
Também não me ouviu...
Nunca me falou...
E a Rosa tossiu.


Ela se machucou.
Ela me feriu...
O tempo acabou
E a Rosa tossiu.


Orgulho demais
Pra um caule vazio.
Agente se olhou,
E a Rosa tossiu...


A Rosa deitou,
A Rosa dormiu,
A Rosa sonhou,
E a Rosa tossiu.


A Rosa viveu...
A Rosa dormiu...
E se arrependeu...
A Rosa tossiu...


Mas quando ficou,
Sozinha no frio...
A Rosa chorou.
A Rosa tossiu...

Domingo, Abril 03, 2005

A Chuva (Melâncolia Agridoce)

Enquanto triste, por fatos ocorridos...
Eram as águas de março.. fechando o verão (que acabou cedo demais)
Agora medíocre, volto, para postar em Homenagem...
A pessoa que me fez escrever, lá
E aqui. ^^

Chove Chuva
Chuva Fria
Chove Fraca
Chuva Fina
Doce Chuva
Chove Fria
Fria e Doce
Agonia
Chuva Calma
Calmaria
Chora Doce
Chuva Fria

Segunda-feira, Março 07, 2005

Amor Solidão ( Elis - Shimn )

Abra suas asas
Mostre sua dor
Ouça o meu suspiro
Recicle seu calor


Sozinho...
Olhando a escuridão.
Lado a lado,
Indiscrição...
Disse que esse era, todo seu
Amor...
O que eu vi, foi solidão.

Domingo, Março 06, 2005

Em vão

Chegou na minha vida, sem perguntar se podia ou não...
Eu solitário alimentei uma esperança... em vão

Enganou minha cabeça... levou meu coração
Mudou a minha vida... mudei em vão

Entra ne meu mundo, mata minha solidão...
E tudo o que me disse, tudo... foi em vão

Disse-me que era, tudo uma ilusão...
Nem deixou que eu fosse embora, eu fiquei... em vão

Queria boa noite, queria animação...
Escrevi o seu poema, versos muitos versos... em vão

Perco mais um tempo, pensando na escuridão...
Surjem sete versos, sete versos... em vão

Já me disse varias vezes, sempre soube que tinha a razão...
Mas o problema é que eu te amo, amo muito, e você não"

Sábado, Março 05, 2005

Só Hoje ( Petit Chat )

Me ouça com atenção
Pra que meus pensamentos não sejam em vão
Me ouça com atenção
Pois só por hoje vai valer esta canção

Só por hoje vou te amar pra sempre
Só por hoje eu vou viver contente
Porque o tempo se mistura com a ilusão
E de iludido já basta o meu coração

Só por hoje eu vou ser feliz
Só hoje vou ser a dona do meu nariz
Só hoje vou gritar o teu nome pela rua
E só hoje vou te esperar na cama, nua.

Porque o tempo não dura
Porque a vida é cruel
Porque o amor não compensa
As lágrimas e o mel

Não tem principe encantado
Não sou sua Rapunzel
Diz agora que me ama
Larga o amanhã para o céu

Não tem um final feliz
Nem um resto de "pra sempre"
Só temos eu e você
E mais nada à frente

Ouve o que eu quero dizer, e ouve agora....
Diz o que você quer falar, mas me diz já...

Me ouça com atenção
Pra que meus pensamentos não sejam em vão
Me ouça com atenção
Pois só por hoje vai valer esta canção

Domingo, Fevereiro 27, 2005

Jéssica

As vezes achei difícil
Ter que lhe falar de alegria
De esperança, beleza, companhia
Deixei de lado a escuridão
Da tristeza e da dúvida a agonia

Foi difícil querer falar da sua vida
De quando é querida
E qual dos temperos você realmente é

Engraçado como é esquecida
Já sabe que o tempero da vida
Terá o sabor que você quiser

É difícil querer lhe mostrar
Algo expressivo
Quando tua vida já tem gosto...
Só não quero que esqueça que o seu sorriso
É bonito demais
Pra ficar escondido no seu rosto.

Sábado, Fevereiro 19, 2005

Caindo no Abismo (Vyckthor)

Minha estrada da vida me trouxe aqui
O chão pelo qual vim andando me feria
E a cada curva eu cambaleava e quase caia
Por uma esperança... eu continuei e segui


[Mas ela morreu!] E agora...
Eu não tenho como voltar
Todos meus caminhos estão escuros
A minha frente só o abismo


Ergo minha cabeça, prendo a respiração
Um passo apenas e a estrada me abandona
Estou indo para o escuro e lá o inferno está em prontidão
Mas me sinto livre desta vida apressada


Rapidamente avançando rumo as trevas
Eu sei que posso morrer nessa queda e que vou sofrer
Mas estou livre! Livre do mal! Livre pra morrer
E ficar em paz, esquecido nas trevas


Oh! Minha vida passa diante de mim
Apenas passos ruins vem a mim
Minha mente nubla, meu corpo escurece! Vou morrer
Minha alma foge e a escuridão me consome! Quero morrer

Alcanço o chão... ainda não me arrependo

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

Silêncio

LOVEYOUILOVEYOUILOVEYOUIL
OVEYO"...........dUb........."ILOVE
YOUI................".............LOVE
YOUI..............................LOVE
YOUI..............................LOVE
YOUIL...........................OVEYO
UILOVEY.....................OUILOVE
YOUILOVEY.............OUILOVEYO
UILOVEYOUILb....dOVEYOUILOVE
YOUILOUEYOUILOVEYOUILOVEY


E se o silêncio não te diz nada, serão inúteis todas as minhas palavras...

...

Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005

E a Noite

*quero transformar isso em alguma coisa, mas gostei de como ficou, então... mesmo sem estar do jeito que eu quero, eu vou botar aqui, qualquer coisa depois eu mudo
hahaha! tava assim otro dia, é mole? hahahahaha


DE
SER
N A D A !

E bato na mesa
E espasmos respiratórios
O objetos aos quatro cantos
E calma
E raiva
E alívio
E nada

NADA!

...nada...

E Sereno
E Sedado
E Vivo
Morrendo
Encho os meus olhos com lágrimas
Encho o meu peito de dor
E espasmos respiratórios
E um Riso!
...
Há!!
Tudo ficou bem!
E viro as costas
E vou embora
Chutando baixo...
Cantando pedras...
E me perco no estrada
Cheguei onde eu queria
Aqui é meu lugar...
Um pequeno mundo vazio
Um lugar tão oco...
Mas me sinto Belo...
...
E espasmos respiratórios
E a Noite"

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Chora, Animal que ama

Senta

Na chuva que te espera
Lembra do que tu era
Esquece do que passou

Grita

Que o teu mundo é vazio...
Treme de frio...
Morre de dor...

Bebe

Tuas lágrimas no cálice
Da vitória pra que finjas
Que você nunca perdeu

Ama

No seu coração deserto
Que ao mundo está aberto
Mostrando aos quatro ventos
O quanto você sofreu

Anda
Chora, Fala, Sofre, Canta
Que no teu mundo não há ajuda
Corre, Morre, Tenta, Chama

Anda
Chora, Fala, Sofre, Canta
Bicho que fugiu da vida
Chora, Animal que ama

Desculpas (By sei lá quem, eu acho que é Luciana)

Não sei se é necessário falar.
Mas mesmo assim o faço:

Desculpa

Por não te fazer sorrir
Por muitas vezes não ter o que falar
Por não saber como agir
Muito menos o que pensar

Desculpa

Por te deixar triste
Mesmo quando insiste
Que não é culpa minha
E que a vida assim caminha

Desculpa

Minha intenção
Não queria te irritar
Nem meu coração
Queria te magoar

E se isso não adiantar
Mesmo assim desculpas eu te peço

Me desculpe por te amar
E pelas desculpas que eu te peço

Keep Walking (with a little help of my... friend)

Keep writing
Keep crying
Keep living
Keep lying
Keep loving
Keep dying
Keep asking
Keep trying
Keep dreaming
Keep flying
Keep singing
Keep shining...
Keep writing...
Keep crying...

De mim pra Você (Gú Lisboa)

Coloca teu furor
Na minha cama
E me jura que me ama
Mesmo que mentira for


Pendura meu retrato
Na parede
Vem e mata minha sede
Afugenta minha dor


Já não suporto mais
Tanta saudade
E não fico à vontade
De falar do que passou


Por isso vou te dar
A minha vida
Mais carente que ferida
Depois que você me amou


Não temos tantas marcas
Do passado
E histórias lado a lado
Quantas eu queria ter


Não posso vigiar mais
Os seus passos
Te amparando em meus braços
Pra não ver você sofrer


Não quero mas preciso
Ter coragem
Permitir sua passagem
Pelo inverno que chegou


Pois guardo apenas um
Ou dois momentos
Que garantem meu sustento
Depois que você me amou

Te quero

Quero ser sincero
Te quero
Mas não está aqui
Te quero
E se um dia você perder
O medo de me querer
Te quero
Te quero

Domingo, Janeiro 30, 2005

Boa Noite

Durma com os anjos
Que as estrelas guiem seus sonhos
Pra onde eles sejam não só felizes
Mas que acalmem seu coração
Que o Céu te proteja de qualquer tormenta
E se a noite te faz fechar os olhos
Que o dia te faça abrir um novo sorriso
Que esta noite, seus sonhos se tornem visíveis
E que a lua guie o meu verso
Como guiam os olhos de um irmão...

Ps.: Não termina desse jeito, mas vou parar por aqui antes que vocês comecem a ir embora

Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

Chuva (Idéia By Maycon)

Gota
Gota Gota
Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota Gota
Gota Gota Gota
Gota Gota
Gota

gri
ma

Domingo, Janeiro 23, 2005

Sem Nome

Sem desculpas
Sem agradecimentos
Sem Poesia
Sem sentimento
Sem esperança
Sem graça
Sem despedida
Sem crescer
Sem vida
Sem você

Sábado, Janeiro 22, 2005

Rapidinhas 2.0

Mostro aqui um sonho meu
Chorar, Sorrir, ser ateu...
Poder dormir, e ainda ser só seu

Sexta-feira, Janeiro 21, 2005

Lágrimas da Lua - Aline (O 2° Maior Gênio que existe)

Chuva, para mim são lágrimas da Lua
Tão bela,
Branca,
Nua.


Ainda quando menina
Foi presa nessa imensidão
O que se sabe é que sua sina
É viver nessa completa escuridão


O que fez de tão grave
Para sentir tamanha dor
A verdade é que foi fraca,
Se entregou ao amor.

Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Mal Bolado

Tenho uma coisa pra te dizer...
Um recado pra você
Dê um jeito na dor que me persegue
Quero ver se você consegue

Sei que você consegue ler
Neste poema mestiço
Uma coisa que não se pode ver
Porque eu sempre coloco isso
Sua mente pode pensar ^^
Que não há nada pra se mostrar
Mas seu coração tem um Dom
Se você sabe disso...bom!


Continuando...

É quando tudo se engana...
É quando nada se encaixa...
Que você tem que seguir procurando...
Porque quem procura,

Acha!

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Tarde da Noite

Porque a noite chega - calma
Porque a noite passa - pra baixo
Porque a noite anima - não tem
E depois perde a graça - mais nenhum
- "HIDE" -
Porque a noite fala - foi só aquele...
Porque a noite olha - pelo menos...

Porque a noite passa - por enquanto

Porque na noite há glória - é, por enquanto foi...

A noite aproxima
E a noite afasta
Porque a noite é linda
Só quando a noite é vasta

Porque a noite chove
Porque a noite chora
Porque a noite grita
E depois vai embora

A noite se beija
A noite se briga
A noite se deixa
E se consegue outra amiga

A noite se ama
A noite apodrece
Numa noite se engana
Na outra se esquece

Na noite é que surge o medo
De se perder na escuridão
De ter você longe demais...
Ter que matar meu coração

Porque é a noite que você lembra
Daquela noite em que tudo acaba
Daquela noite que passou amiga
Mas não da noite que você me amava

Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

Poema Medíocre

Ei de observar
Da cama do meu quarto
As minhas estrelas...
...Medíocres
Pensamentos surgirão...
E Lembranças Medíocres...
E Palavras, Medíocres...
E Vidas Medíocres...
E Dores...
Supérfulas...

Eu Não Sei (Tô Com Fome - X)

Não sei usar Palavras
Pra falar o que eu Sonhei...
Não sei usar Palavras
Pra falar o que Passei...
Não sei usar Palavras...
Pra falar de quem amei...
Nem sei usar Palavras
Pra explicar
O que eu não sei
Acho que não sinto nada!...
Eu não sei...
Eu não sei...

Terça-feira, Dezembro 28, 2004

Hoje

Hoje,
Não escreverei poema de amor,
Porque não sou amado,
Nem um poema de paixão,
Não estou apaixonado,
E nem poemas de revolta!
Não estou revoltado...

Hoje,

Não eu não farei poemas de dor...
Eu não fui açoitado,
Não farei poemas de sonho...
Porque estou bem acordado,
Nem mostrarei os de solidão,
Não quero ser mais um coitado.
E poemas confusos...
Só quando atordoado.

Quem sabe um poema distante?

Mas...eu não estou deslocado,
Talvez umas frases curtas,
Mas não estou atrasado
Um poema longo, de três páginas...
Não... estou muito cansado

O dia passa, como só mais um

E não farei poema algum
O porque será logo explicado.

Poema não farei nenhum

Porque não tenho motivo algum
Para estar inspirado...

Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

Sem Nome

Sei, que já vou tarde
Mas o dever me chama
Penso já não ser mais necessário aqui, Já que tudo são flores.
Ah... flores do mal!
Que com seus espinhos me esperam em minha cama
Para açoitar-me enquanto ei de pungir meu coração em desgraças
Que se alastram por meu peito em forma de lágrimas
Que umedecem minha alma
E a de ninguém mais
Oh sim!
Eu vou, já que o véu de insensatez cobre teu rosto
E disfarças para o teu próprio martírio
O que sabes que não saberia saber
Durmo agora para poder sentir o gosto
De Ter nas mãos tal belo Lírio
Que só nos meus sonhos eu posso ter

Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

Perfil

Sou Babélico
Faço Acrósticos
Faço Versos
Hipnóticos

Sou Poeta
Abstrato
Niilista,
E Ingrato

Faço versos
Muitas Musicas
Com Mistérios
E outras Duvidas

Eu sou Mau!
Crio a Ilusão!
E a Felicidade...
E a Solidão...

Azarado
Mal-Humorado
Eloquente
Duvidoso

Chato
Carrancudo
Cético
E Mentiroso

Terça-feira, Dezembro 21, 2004

Eu quero

Eu queria Ter o que fazer
Eu queria Ter pra onde ir...
Eu queria Ter onde me esconder
Eu queria Ter pra onde fugir...

Eu queria Ter apenas uma musica,
Mais do que isso,
Eu queria Ter a musica certa

Eu... queria Ter um coração!
E queria que ele batesse pelo menos uma vez...
Mais do que isso...
Eu queria que ele não batesse em vão

Eu queria Ter... uma vida feliz!
E queria Ter alguém pra dividir a felicidade
Eu queria não Ter tido todo esse tempo
Que me fez ignorar a amizade

Eu queria passear na liberdade.
Queria um presente de verdade,
Queria Ter bastante sinceridade...
Queria poder dizer a verdade...

Eu queria não Ter mais tempo de escrever...
Não queria que parasse de chover
Eu queria nunca mais chorar...
Mas o que eu queria mesmo é poder te ver

É tudo como alguém um dia disse...
É verdade, sim, e eu não nego
Talvez não seja disso que eu precise...
Mas é isso, tudo que eu quero...

Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Juan, o Dom do Amor

Eu amo
Tu Amas
Ela não me ama

Pensa Juan deitado em sua cama
Em seu quarto quente
Seu suor ardente
Seu amor pendente
Não o deixa esquecer

O calor abafa seu lamento
Pobre lamento
O lamento do tempo
Que passa sem levar sua dor

Juan lamenta as palavras não ditas
Palavras tão bonitas
Bem dentro de sua mente
Juan não lamenta pelo que realmente sente
Juan dorme, Juan acorda
Juan dorme e acorda novamente
Sem que nenhum sentimento
Venha tirar do seu peito
Aquele velho lamento...

Juan sabe
Juan vê
Juan sente...

Eu amo
Tu amas
E ela?
Ela me ama?

Outra Vida

Razão,
As vezes acho que te perdi
Fração,
As vezes tudo que recebi
O nunca, o
Sempre
Enganam
Mentem
Partem
Resistem...
Esquecer
É uma forma,
Um caminho
Mas transforma sua vida,
Tua alma,
Em espinho.
Mundos
Plantados
Outrora,
Mundos,
Unidos e
Insatisfeitos que
Trocam, orações,
Ora carências
Cartas
Uivos
Reticências...
Tudo coberto em rosas, de
Outras cartas, transparências
Pare, pense...
Onde vou parar?
Respirar?
Instruir?
Salve
Sua vida,
Outra vida
Te espera
E espera, e espera...
Abra os olhos
Mais uma vez
Agora perceba...
Reconhece?
Este é teu canto,
Isso é você...olhe
Para todos,
Outros corpos, que
Rodeiam
Tua vida
Em um deles, que é apenas
Mais um
Percebe seu olhar?
Outro jeito de te ver...
Sustenta algo diferente...
Um rosto familiar...
Fim,
Inicio
Corpos
Inconstantes...
Está lá,
Numa noite
Terna,
Eterna...
Porque ele continua?
Acho que olha pra mim, e
Resiste
Acompanha...
Que tolice! que seria?
Uma alma? mas tão...
Estranha...
Seja ela!
Esteja lá!
Jogue seu jogo de
Amar
E um dia
Talvez você
Encontre,
Reconheça,
Numa alma
Outra vida

Rapidinhas

"Escreva alguma coisa
Escrevi
E o fruto de tanto esforço
Tá aqui!"

"Cheguei, sai, ninguém percebeu...
Com eu, sem eu...
O dia amanheceu"

Jogo da Fenix

Há muitos anos vivo neste mundo
E muitas palavras já passaram em minha vida
Dei sentido a muitas delas
Muitas outras foram perdidas
E com tantas palavras eu só aprendi
Que vivemos num mundo de palavras repetidas

E esse sofrimento, acho que nem condiz com minha idade
-Sou uma pessoa que não mente-
Não é sofrimento demais
É apenas o suficiente

Meu coração mais parece a Fênix
Não só pelo fogo
Mas pela capacidade de se reerguer
E eu só aprendi a jogar o meu jogo...
É incrivel como na vida eu só consiga perder...

Tantos amores passados
E esse meu coração novo
Não consegue aprender
Que pra cada vida, cada morte
Tem que se ter um nascer

E em toda a "genialidade"
Ponho a simplicidade
Pronta para se ver

Que o simples valor é poder
O simples prazer é viver
E o simples amor é você

Egotron

Porque não mais tantas palavras?
Porque não mais será perdido
O tempo da noite, fria e clara
Com as palavras, pálidos pedidos...

Tenho um dom que me dá visão?
Ficarei com ele para todos os efeitos
Dom que deveria me destacar na multidão
Me saiu o mais claro dos defeitos...

A pedidos caminhando, escrevendo...
Está frio e chovendo
Neste longo caminho, que sigo olhando
E não vendo

Disfarço sozinho
Não engano ninguém
Um único pensamento
Que por tempos se mantém

Estou confuso e só agora acordando pra viver
-Poesia deveria ser algo pro mundo ver-
Segue abaixo o lamento
De que só sabe escrever:

"Isso não é poesia
É o que sei fazer...
A minha voz atrofia
E eu só sei morrer

Todo sentimento que nasce
Tenho que ver apodrecer
Preferia ter que me amasse...
E não saber escrever..."

SHIMN

Você não pode vê-lo
Sequer ouvi-lo
Mas lhe apresento alguém que fala demais

Pouco do mundo
Pouco da vida
E muito do que se desfaz

Poesia resumida em falar de engano
E em formas distintas
De dizer "eu te amo"

Coisas de quem assiste a vida passar de camarote
Num patamar inacessível...
Toda a sabedoria e a dor
De um Super Hiper Mega Ninja...
Invisível...

Sol sem Céu

Um poema bonitinho?
Posso até tentar!
Faço agora rapidinho,
Um poema miúdinho,
Olha como vai ficar:

Um dia eu vi o Sol...
Um dia provei o mel...
Um dia numa colina
Vi passar a minha vida
Na minha frente, no meu céu

No dia que lhe dei o Sol...
Nesse dia que te dei o mel...
Eu voei de uma colina
Como nunca na minha vida
Sem escalas para o céu

Nesse dia que toquei o Sol...
Nesse dia que se foi o mel...
Nesse dia, na colina
Dava até a minha vida
Pra não ter chegado ao céu

Num dia que nasceu sem Sol...
No dia que se acabou o mel...
Num dia, numa colina
Numa tarde, numa vida
Vi que tudo se acabava no meu mundo, no meu céu

Isso é o que se formou
Da caneta e do papel
Fiz "aquela" coisa fina
Usando sempre a mesma rima
Como os livros de cordel

Mais um

Quando tudo terminou
Nem avia começado
E mais um dia se passou
Com você no meu passado

Você me fez acreditar
Na razão, no ceticismo
Na mentira da emoção
Na altura desse abismo

E que culpa você teve?
Se eu cai foi por mim mesmo
E você olha e não se atreve
A estender a mão à um corpo ileso

"Corpo são, mente sã"
Ah se fosse mesmo assim...
Cada noite, cada manhã
Não trariam só mais um dia pra mim...

Queria tanto lhe falar
Mas está sempre ocupada...
Por favor, marque-me um horário...

Porque não sou sua prioridade
Serei só Mais Um na verdade...
Até que me provem o contrário...

Recordas quae sera tamen (Rec.)

Como todas as lembranças
Cabem num unico instante?
Num objeto quebrado
Impuro e insignificante?

Nele estão gravados
Os beijos e os abraços
Todas as tentativas
As vitórias e fracassos

Com a distância e o silêncio
Aprendi uma lição
"Não é com muito esforço
Que se destrói uma emoção

E ela segue rastejando
Mesmo que seja em vão
Porque a ciência que se faz na mente
Não se faz no coração..."

Num instante, num deslumbro
Pode-se ganhar a vida
Pode-se perder o mundo

Numa frase atrevida
Num passado, num futuro
Poderia me achar na vida...
Poderia me perder no escuro...

Medalha que carrega mágoas
E por que não felicidades?
Pra sempre será lembrada
Na loucura da eternidade...

O que eu fiz

Eu tentei
Eu errei
Eu falei
Eu calei...
Eu sofri
Eu morri
Eu menti
Eu dormi...
Eu sonhei
Acordei
Eu andei
E esperei...
Eu olhei
Eu chorei
Eu sequei
Eu sorri...
Eu cantei
Eu beijei
Eu parei
E pensei...

Que eu calei...
Que eu sofri...
Que eu chorei...
Que eu menti...
Que eu amei...

Tempo de ódio (Co-op)

Odeio você
Por um dia ter me feito acreditar que só queria o meu bem
Odeio você
Por ser tão inesquecível
Te odeio
Por um dia ter me dito que me ama
Te odeio
Por um dia ter me feito acreditar que o amor existe...

Não te odeio por ter ido embora
Te odeio por ter dito que queria ficar

A noite, a Lua e as estrelas iluminam meu quarto
E a chuva esconde as lágrimas que caem sobre o travesseiro
Não choro por amor, nem pela separação
Minhas lágrimas são de ódio
O ódio que me consome

Não quero ver seu rosto
Não quero ouvir sua voz
Não quero segurar sua mão
Nem quero você ao meu lado
Mas nenhum dos meus desejos se realizam...
Não o fizeram quando você era tudo que eu queria
Não vejo porque se realizariam agora

Tento esconder, e me cubro com um manto
Dizendo que pra mim tanto faz
E quer saber porque eu te odeio tanto?
É porque um dia, te amei demais...

Sono

Triste como só eu
E ela só com sono
Um erro como qualquer outro
E ela só com sono
Sozinho como a minha vida
E ela só com sono
Pensando, escrevendo, morrendo...
E ela só com sono...
Espero ansioso até tudo isso acabar
E sinto falta do que ainda não tenho
E quer saber o que se passa
A cada dia que me escondo?
Digo que eu só queria...
Que eu só queria estar com sono...

Eu Lírico

Eu, que não sou eu
Espero que você, que não é você
Se importe um pouco comigo, que não sou eu

E você, que não você
Pense mais em mim, que não sou eu
Pois penso muito em você, que não é você

Eu, que não sou eu
Quero que junto de você, que não é você
Sejamos nós, que não sou eu, nem é você

Mas nós, que não somos nós
Somos apenas eu, que não sou eu
Separado de você, que não é você

Mas tudo bem... já que eu, que não sou eu
"Nem gosto" muito de você, que não é você
E também você, que não é você
Não gosta muito de mim, que não sou eu

Então nós, que não somos nós
Nunca seremos eu, que não sou eu
E você, que não é você

E você, que não é você
Continua com sua vida, que também não é sua
E o sonho de nos, que não somos nós
Fica apenas comigo, que quem dera não fosse eu...

A Carta - #2

Muito me adimira, e feliz eu ficaria
Se louvável fosse sua ação
Mas chego a ficar sem nexo, enquanto admiro perplexo
Sua pouca encenação
Como pode a amizade, sem culpa nem piedade
Gerar tão sólida ilusão?
Se me quer bem longe fala, se me quer por perto berra
Com insólida decizão
E se eu volto não se espanta, se é teu olhar que encanta
E me guia na escuridão
Mas nada disso se encaixa, se quando a poeira baixa
Tudo isso... foi em vão
Então sabemos a verdade, que não serei sua exclusividade
Enquanto faltar com sua obrigação
De ser somente minha, enquanto isso está sozinha
Pensando na contramão

A Carta - #1

Olá
Desculpe estar tomando seu tempo, mas tenho que lhe falar de algo que é muito importante pra mim...
Você
Que já passou muito tempo desde que te conheci
E algo foi crescendo aqui dentro, e eu não vi
Agora, já não tem como deixar de perceber
Esse não sei o que, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói, não sei porque
Quiz te contar, não consegui.
Pensei em parar, mas não! eu escrevi.
Outro poema? Algo belo de se ver?
E tirei do coração a inspiração para escrever
Algo simples, como o mundo que abitamos
Simples como a vida, que sem querem nós complicamos
Vi que simples átomos formam tudo que conhecemos
Que uma simples emoção pode fazer com que choremos
Notei, que uma simples rosa enfeita
O mais belo e simples buquê
E com um simples pensamento
Descubro
Que eu simplesmente
Amo você

Nomes

Vira e mexe estou à esmo
Pronunciando algum nome
Ou escrevendo no caderno o de alguem
Mas nunca vi pensarem em mim enquanto dormem...
Nem meu nome
No caderno de ninguém

Sentinela (Hoshõ)

Estático, Calado
Aguardo aqueles que não me esperam
Admiro os que não me vêem
Cada palavra não dita
É uma alma que se vai
Quanto mais espero
Mais longe fico
Não quero deixar meu posto
Só quero acabar com isso

Simplicidade

O mundo é simples
Nós que o complicamos
Simplicidade é a chave
Que abre as portas que perdemos
Um simples átomo forma tudo que conhecemos
Uma simples emoção pode fazer com que choremos
Uma simples rosa enfeita
O mais simples buquê
E com um simples pensamento eu descubro
Que eu simplismente
Amo Você